Diário da dieta: minha relação com a balança

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Há uma semana atrás assisti a esse vídeo da Bia Jiacomine falando sobre a dificuldade de aceitar seu corpo – e recomendo que todo mundo veja. A verdade é que nós, mulheres principalmente, estamos sempre travando uma luta contra a balança, nem que seja por causa daqueles quilinhos que ninguém percebe que estão ali.

Isso me fez pensar muito também sobre a minha relação com meu corpo, com a minha alimentação e com algo ainda mais importante, que a própria Bia disse no vídeo, que é a imposição cultural de estarmos em algum lado dos extremos: estar “magro” de acordo com o padrão ditado pela sociedade ou em plena aceitação com o sobrepeso.

Acontece que não estou nem em um e nem em outro. Desde que me conheço por gente sempre estive acima do peso ideal, e aqui estou falando de índice de massa corpórea e de saúde, e não de padrões. Claro que muitas vezes isso me incomodou, principalmente na época da escola em que as pessoas são mais cruéis, digamos assim. Porém, em várias fases isso foi algo mais de boa e eu não sentia uma necessidade enorme de perder peso.

Então, entre as fases de querer emagrecer e a de estar OK comigo mesma, já fiz todo tipo de dieta e muitas delas eram bem restritivas e malucas. Emagrecia? Sim! Mas não conseguia manter, simplesmente porque ninguém consegue viver sem se alimentar bem por muito tempo.

De uns 3 anos pra cá, devido a diversos motivos que não vem ao caso, engordei demais e cheguei a estar com 10kg a mais do que o maior peso que já tive em toda a vida. E isso me incomodou muito. Não só pelas roupas que não serviam ou pelo que eu via no espelho e não gostava, mas também porque estava sempre cansada, não tinha disposição pra nada e minha saúde começou a cobrar a conta de tudo isso.

Eu estava me alimentando super mal. Comia muito pão, fritura, não tinha horário certo e as vezes só almoçava e jantava, ficando por horas sem comer e nem beber nada, e aí quando me alimentava era em grande quantidade. Dá pra ver que estava tudo errado né? Não vou negar também que muito disso está ligado a outros fatores que não a alimentação em si, pois sempre amei comer e a comida se tornou em algum momento uma espécie de refugio pra mim: to feliz como, to triste como.

O que está mudando?

Ano passado entrei em uma academia de ginástica – coisa que nunca gostei – e procurei uma nutricionista. Logo de cara ela passou uma dieta pra lá de restritiva e cheia de coisas que não faziam parte da minha realidade, pois era um cardápio bem voltado pra pessoas que treinam, com a famosa batata doce com frango e suplementos, por exemplo. Não me adaptei. Além disso saí da consulta arrasada, pois a meta que me foi imposta de quilos a perder era totalmente desanimadora.

Como estava no fim do ano eu deixei pra lá e resolvi que mais pra frente eu veria o que fazer. Larguei a academia também, porque um mês depois estava claro que eu não ia conseguir frequentar e nem me adaptar, como já tinha acontecido diversas vezes antes.

Todo mundo diz que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval, então digamos que essa foi uma desculpa a mais e que só há pouco mais de um mês é que fui procurar ajuda novamente. Busquei algumas opções de nutricionistas porque o foco não era no emagrecimento apenas, mas também na saúde e por isso não queria fazer só uma dieta, mas sim uma reeducação alimentar, que me permitisse me manter saudável.

Conheci, através da indicação da Mari Noronha, uma nutricionista super competente e logo de cara já gostei dela. Na primeira consulta expliquei que estava ali para emagrecer sim, mas com saúde, e que não queria nada radical. E por isso foi tão legal conhecer a Dani Vieira . Ela trabalha justamente assim, com foco na alimentação saudável, sem restringir nada. Claro que nesse processo é preciso sim abrir mão de vários alimentos no dia-a-dia, mas isso se torna mais fácil a medida que entendemos que assim como tudo na vida, comer bem é aprender a fazer boas escolhas.

Acreditem em mim: dá sim pra se alimentar bem sem passar fome e nem vontade! Em uma refeição na semana posso comer o que eu quiser e aí, nesse dia, como sem culpa, mas logo depois volto pra programação normal e já estou vendo os resultados. Em pouco mais de um mês já se foram -6Kg. Tenho muito a perder ainda? Sim! Mas agora preciso cumprir pequenas metas mensais, que são possíveis pra minha realidade, e chegar lá é uma sensação muito boa.

Outra coisa que me ajudou muito é a forma de trabalho da Dani, pois ela faz um acompanhamento semanal, então toda sexta-feira eu vou ao consultório me pesar, e nesse dia ela me dá um novo cardápio com opções para a semana e eu posso falar sobre as dificuldade que tive e já tratar delas, pois assim tenho menos chances de me perder ou de jacar, né?

Além da alimentação, estou tentando me exercitar todos os dias e como já disse pra vocês, não curto nem um pouco academia. Então estou caminhando e me arriscando na corrida, ainda intercalando as duas atividades, e por ser ao ar livre e sem obrigação de ficha ou horário, estou tendo prazer em fazer.

Enfim, o texto ficou enorme, mas queria muito dividir isso tudo com vocês. O que posso resumir da minha experiência até aqui é:

  1. faça tudo ao seu tempo e de acordo com as suas possibilidades. Você não engordou em um dia e não vai emagrecer em um dia, então é preciso levar esta transição com leveza pra que não seja um problema, e sim uma solução.
  2. só você sabe a hora de mudar aquilo que te incomoda no seu corpo e na sua vida, então isso não deve ser imposição de ninguém.
  3. a fórmula pra emagrecer existe sim, mas não é nada mágica e diferente para cada pessoa. Para mim é a união de força de vontade a um profissional que te ajude a chegar lá – mas lembre-se sempre que o esforço é seu. Fora isso, todo mundo sabe: alimentação saudável + exercício.
  4. não desista ao primeiro sinal de desânimo. Todo dia é dia de recomeçar e se hoje não deu tão certo amanhã pode ser melhor!

Espero que tenham gostado e quem quiser falar mais sobre o assunto, deixa comentários que vou adorar trocar experiências com vocês!

One Thought on “Diário da dieta: minha relação com a balança

  1. Pingback: Diário da Dieta #2: menos 10kg e mais disposição - IsaRodrigues | Vida e Estilo

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