Tempo x custo: vale o investimento?

Outro dia recebi um quote com a seguinte pergunta: “quantos dias você gasta para comprar o que deseja?” Muitas vezes não paramos pra pensar, quando fazemos uma compra,  que não estamos investimos só dinheiro. Pra toda quantia que desembolsamos foi necessário dispormos de tempo, de conhecimento, de energia. E apesar de serem imensuráveis são fatores que podem ser levados em conta na hora de comprarmos ou não algo.

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Consumir muitas vezes segue uma lógica simples: tenho dinheiro, vou comprar. Porém, em época de crise e principalmente de movimentos que nos fazem pensar cada vez mais em comprar consciente, é necessário entendermos que toda compra é investimento. Investimento de dinheiro sim, mas principalmente de vida!

Coloque no papel o quanto você ganha e quantos dias ou horas você trabalha. Agora pegue o valor da última coisa que você comprou. O quanto você demoraria pra pagar?

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Com essa fórmula básica, dá pra ter pelo menos uma ideia de quanto tempo teríamos que dispor pra comprar algo. Já aconteceu comigo muitas vezes de não conseguir comprar algo que me exigia mais, pois acabava passando outras coisas menos importante a frente por exigirem menos.

Claro que o ato de comprar envolve muitos fatores e não é errado querermos ter algo. O importante é que possamos cada vez mais estamos conscientes, diminuindo compras por impulso ou para camuflar qualquer outro problema que temos, já que é comprovado que comprar traz um bem estar, mas é um sentimento passageiro.

Não é primeira vez que esse tema aparece aqui – 1, 2, 3 – e como já disse, acredito que consumir melhor é um exercício diário. Algumas vezes escorregamos, caímos em uma ou outra tentação, mas quanto mais a gente valoriza aquilo que conquistamos, menos necessitamos de algo novo todo dia.

Hoje sinto mais prazer em passar um mês sem comprar nada do que comprar algo e depois ver que eu nem queria tanto assim. Fácil não é, mas pelo menos pra mim, está sendo um processo recompensador. Alguém aí também tá se desafiando a consumir melhor? 

Sobre o “tem que ter”

Me deparei com esse texto da Carla Lemos, do blog Modices, e não poderia concordar mais com tudo que li. Aliás, fico feliz de ter pessoas como ela que falam sobre assuntos que raramente paramos pra pensar a respeito. Por isso, resolvi trazer essa reflexão pra vocês!

Quem nunca ouviu ou leu em algum veículo midiático que nesta estação você “tem que ter” isso, na próxima você “tem que ter” aquilo; que toda mulher deveria ter no armário tais peças obrigatórias… daí eu pergunto: toda mulher é igual? Uma pessoa que dá aulas em uma academia de ginástica vai se vestir igual a uma que é advogada, por exemplo? E uma engenheira que precisa visitar obras vai se vestir igual a uma editora de moda em seu dia-a-dia? Não, né? Então, porque se sujeitar nos dias de hoje a esse tipo de “ordem” de consumo?

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O mais legal da moda é podermos ser livres, ousar, fazer diferente, fazer igual, não importa, o que é essencial é fazermos o que queremos… e como sempre digo, acredito que nossa roupa é um espelho do que temos por dentro, do que queremos que as pessoas enxerguem. E isso faz com que ela seja um importante instrumento que podemos usar para nos colocarmos no mundo… então como vou deixar decidirem por mim, quando sei que sou capaz de fazer ótimas escolhas, que tenham a ver comigo?

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Use o que quiser, compre o que gostar, se inspire sim nos outros, veja quais são as tendências, as novidades, mas nunca perca de vista você mesma, o que você quer… tudo isso é muito mais importante do que “ter que ter” alguma coisa… até porque, o melhor a gente já tem, que é quem a gente é!